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segunda-feira, 6 de junho de 2016

High Frequency Trading

O que é o High Frequency Trading?


Após ter visto o filme "Jogo do Dinheiro" ou "Money Monster" com o George Clooney, fiquei inspirado para escrever sobre o High Frequency Trading.

O mundo informatizado trouxe-nos bastantes vantagens, como comprar e vender acções ou ver a nossa carteira em tempo real. Mas isso também trouxe algumas desvantagens para todos, como é o caso do High Frequency Trading.

Bem, já falei duas vezes sobre o tema, mas ainda não acrescentei nada de interessante.

Por definição, este fenómeno acontece quando uma empresa (ou particular) cria um software capaz de transaccionar grandes volumes de posições em segundos, ganhando a diferença da compra para a venda. Normalmente o software gere contas sobre as quais tem a certeza que, ao abrir uma janela de negociação como a que está em baixo, vai negociar o volume que está a colocar na janela. O software, em microssegundos, compra o mesmo que o utilizador quer comprar e, ao mesmo tempo, coloca esse mesmo volume no mercado, mas a um preço um pouco mais elevado. O utilizador recebe então um re-quote com um preço um pouco mais elevado (geralmente de 0,001€/$ por acção).

 
 
O utilizador não tem outra hipótese senão comprar por um preço um pouco mais elevado. O lucro da empresa de High Frequency Trading é, então, o spread entre a compra e a venda.
 

Existe um livro dedicado inteiramente ao tema que estou a abordar hoje, e recomendo a leitura a todos. Link: http://bit.ly/1FlashBoys

Flash Boys: A Wall Street Revolt conta a história de um grupo de analistas que se focam num novo projecto: acabar com as transacções duvidosas de entre os vários corretores. De forma resumida, o livro aborda a história de empresas que pagam aos bancos para processar as suas transacções, em troca de as ver por 300 milésimos de segundo (normalmente os bancos têm de pagar para processarem uma transacção). O livro também aborda as licitações por lugares dentro dos servidores dos bancos (os chamados blackpools). As partes mais chocantes do livro são quando os analistas tentam questionar os programadores da mesma empresa a razão do preço das acções desaparecer assim que eles abrem uma janela de negociação.


quinta-feira, 18 de junho de 2015

DeGiro: A Revolução das Plataformas Low-Cost

A realidade das Plataformas de Trading sofreu bastantes alterações.
Antes da massificação da internet, a negociação no mercado de capitais estava reduzida apenas para alguns. Os investidores tinham de contactar as Plataformas de negociação pra comprar e vender todo o tipo de instrumentos financeiros. Para se manterem a par da valorização do mercado, recorriam a jornais para verificar a cotação do dia anterior. O Day-Trading como hoje o conhecemos era muito escasso.
Depois apareceu a internet. A velocidade era pouca e o trafego limitado, por isso os investidores apenas poderiam consultar as cotações, sem observar os gráficos. Para ter acesso aos gráficos era necessário ir ao balcão da Corretora ou banco.
Felizmente a internet ficou massificada, as velocidades aumentaram e o trafego ficou ilimitado. Com isto os Bancos e Corretoras decidiram utilizar Plataformas inovadoras. Apareceu a Plataforma da SaxoBank e a MetaTrader, entre outras menos conhecidas.
Do lado do investidor, eram muito boas noticias. Os investidores poderiam agora fazer Day-Trading, consultar os gráficos e ter acesso a tempo real às cotações dos seus instrumentos. Apareceu também a possibilidade de se fazer análises técnicas, sando gráficos e indicadores pioneiros.

E assim chegamos aos dias de hoje, mas tenho que vos falar agora do custo de negociar instrumentos financeiros.
Os Bancos e Corretoras nacionais não modificaram de forma significativa o custo de todos os serviços associados. Basta abrir um preçário que rapidamente se observa os custos de determinados serviços. Aceder aos gráficos e cotações em tempo real apresenta um custo, aceder à analise técnica diária apresenta outro custo, negociar alguns instrumentos financeiros têm comissões acrescidas, e assim sucessivamente.
Antes de aparecer a DeGiro, um investidor experiente teria de pagar um mínimo de 5,20€ (5€ de comissão e 0,20€ de imposto de selo) por ordem de compra de ações do Psi-20. A comissão de 5€ serve para a Corretora/Banco pagar uma percentagem à Euronext, para pagar os ordenados à equipa técnica, para pagar os ordenados a toda a equipa financeira e de análise técnica, para pagar os algoritmos informáticos e, por fim, a margem de lucro para o banco.
A realidade é que o investidor experiente não necessita de análises técnicas, de uma equipa financeira, nem do gestor de conta. O investidor é experiente e acredita nas suas análises.

Assim nasce a DeGiro, uma Plataforma verdadeiramente Low-Cost.

A Plataforma garante um óptimo apoio a cliente, sendo que isso é demonstrado em todos os contactos efectuados com a Plataforma.



A imagem em cima mostra um comparativo entre as várias Corretoras, e as respetivas comissões.

O capital do investidor está totalmente seguro, uma vez que a DeGiro é supervisionada  pela AFM (Autoridade Holandesa de Mercados Financeiros), pelo DNB (De Nederlandsche Bank) e pela CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários).

Na realidade, a politica desta empresa é de apenas execução. Tem um apoio ao cliente soberbo e disposto a ajudar em caso de problemas com a execução, mas não divulga oportunidades do investimento. A DeGiro não quer interferir com os investimentos dos seus clientes.

Para um investidor se registar, apenas precisa de uma conta bancária e de um mínimo de 0,10€ para verificar o funcionamento da Plataforma. Se o cliente não gostar, poderá cancelar a conta e o montante da conta reverte para a conta bancária original, sem qualquer comissão.

Os preços são em tempo real, como mostra a imagem em baixo:


A Plataforma já veio dar que falar nas notícias, como o link mostra: https://www.degiro.pt/sobre-a-degiro/notícias-e-imprensa.HTML

Confesso que sou um utilizador da Plataforma, e que estou bastante agradado com as baixas comissões, pelo que recomendo vivamente esta Plataforma. A escolha do Tipo de Conta difere dos gostos do cliente, e não interfere muito nos seus investimento.

Convido todos os leitores a fazerem uma visita ao site e a experimentarem esta plataforma, pois está na altura dos bancos diminuírem as suas comissões, não retendo uma parte tão significativa do lucro ganho pelo cliente.

Uma outra vantagem com esta Plataforma é que os investidores podem utilizar menos capital para investir em acções. Um investimento de 100€ em acções faz com que a DeGiro retenha 1,04€ (0,50€ * (ordem de compra + ordem de venda) + 0,04€ de imposto de selo). É necessário que o investidor tenha uma valorização de 1,04% para recuperar o montante investido. No Banco Invest, um investimento de 100€ em acções traz 10,40€ em comissões (5€ * 2 ordens + 0,40€ de imposto de selo). O seu investimento terá de render 10,40%, só para o investidor recuperar o montante investido.

https://www.degiro.pt/